Atualizado em: 27 de fevereiro de 2020

O azeite de oliva foi associado à longevidade e prevenção de doenças do envelhecimento. Mas, deve ser acompanhado de exercícios e alimentação saudável.

Na dieta mediterrânea, conhecida por seus sabores e benefícios para a saúde, o vinho, era o principal ingrediente com propriedades terapêuticas. Agora, ele cede o lugar de destaque para o azeite de oliva. Pesquisas sugerem que o azeite é o principal protetor contra o envelhecimento. Mas, o vinho continua na mesa, claro, pelo sabor e também porque promove saúde.  

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Minnesota descobriram uma nova maneira pela qual a dieta influencia as doenças relacionadas ao envelhecimento.

Doug Mashek, Ph.D., professor nos Departamentos de Medicina e Bioquímica, Biologia Molecular e Biofísica, lidera uma equipe de pesquisadores que descobriram que o óleo de oliva na dieta mediterrânea pode ser a chave para melhorar a vida útil e atenuar doenças relacionadas ao envelhecimento. 

Os primeiros estudos sobre a dieta sugeriram que o vinho tinto era um dos principais contribuintes para os benefícios de saúde da dieta mediterrânea, pois contém um composto chamado resveratrol, que ativa células conhecidas por aumentar a vida útil e prevenir doenças relacionadas ao envelhecimento. No entanto, o trabalho no laboratório de Mashek sugere que é a gordura do azeite, outro componente da dieta mediterrânea, que está realmente ativando esse caminho.

Consumo de azeite deve ser junto com exercício ou jejum

Segundo Mashek, apenas consumir azeite não é suficiente para obter todos os benefícios à saúde. Os estudos de sua equipe sugerem que, quando associado ao jejum, limitando a ingestão calórica e o exercício, os efeitos do consumo de azeite serão mais pronunciados.

“Descobrimos que a maneira como essa gordura funciona é que primeiro ela deve ser armazenada nas gotículas lipídicas, células que armazenam gordura. E, quando a gordura é quebrada durante o exercício ou o jejum, por exemplo, os efeitos benéficos são liberados“, afirmou Mashek.

Os próximos objetivos da pesquisa é descobrir novos medicamentos ou adaptar ainda mais os regimes alimentares que melhoram a saúde, tanto a curto como a longo prazo.

“Queremos entender a biologia e depois traduzí-la para seres humanos, mudando, esperançosamente, o paradigma da assistência médica de alguém que vai a oito médicos diferentes para tratar seus oito diferentes distúrbios”, disse Mashek. “Todas essas são doenças relacionadas ao envelhecimento, então vamos tratar o envelhecimento”.

Foto de capa: Freepik

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One thought on “O azeite de oliva, usado na dieta mediterrânea, pode prolongar a vida, diz estudo”

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